Revolusolar

Sugestões de ações em conjunto com a Prefeitura do Rio de Janeiro

Energia Solar – Prefeitura do Rio de Janeiro

A Revolusolar é uma organização social que promove o desenvolvimento sustentável de comunidades de baixa renda através da energia solar. Desde 2015, atuamos na favela da Babilônia, com instalações solares, capacitação profissional e oficinas infantis. Em 2020, estamos construindo a primeira cooperativa de energia solar em uma favela do Brasil, beneficiando também a comunidade do Chapéu Mangueira.

Entre outubro de 2020 e março de 2021, o foco da Revolusolar estará na implantação e validação deste projeto piloto. O plano é que este seja um modelo replicável e sustentável de desenvolvimento comunitário através da energia solar. A partir desta experiência e da padronização da metodologia, poderemos contribuir de forma mais efetiva com propostas de programas de governo para o setor público, a fim de replicar a metodologia para outras comunidades no Rio.

A energia solar é uma oportunidade única de política pública que, além de viável e necessária, é integradora pois se caracteriza por um amplo consenso social e político. Particularmente para o Brasil e para a cidade do Rio de Janeiro, essa é uma oportunidade de posicionamento como referência global na área, em sustentabilidade, inovação e inclusão social. A cidade do Rio é, segundo pesquisa recente, o local mais vantajoso economicamente do Brasil para instalação de energia solar, devido aos níveis de insolação e às altas tarifas de energia cobradas pela concessionária.

A adoção da energia solar nas instalações públicas reduz o gasto com energia, além de se constituir exemplo para a sociedade de ação positiva na área ambiental. Ou seja, o setor público pode, à medida que adote a energia solar em suas instalações, reduzir seus gastos com energia. São muitos os exemplos de prefeituras no Brasil com iniciativas recentes na área, incluindo São Paulo, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre.

Nesse sentido, o comprometimento das prefeituras com o desenvolvimento da energia solar pode ir além da contribuição para um melhor equilíbrio fiscal. O setor público pode dar um exemplo para o restante da sociedade incentivando a adoção solar, criando um ‘efeito manada virtuoso’, aliando sustentabilidade ambiental e social e apoiando iniciativas como a da Revolusolar.

Uma possibilidade de ação conjunta com a Revolusolar é a utilização, pela Prefeitura, da mão de obra capacitada pela ONG em comunidades cariocas, para a implantação dos projetos de instalação de sistemas fotovoltaicos nos prédios públicos municipais. A geração de empregos locais de qualidade configura outro campo de oportunidades de desenvolvimento socioeconômico a partir da energia solar. A fonte solar é líder dentre as energias renováveis na geração de empregos (IRENA, 2019). Segundo a ABSOLAR, desde 2012 foram gerados cerca de 180.000 empregos no setor. Entre janeiro e junho de 2020, ou seja, durante a pandemia do Covid-19, o setor foi responsável pela geração de mais de 41.000 novos empregos no Brasil. Uma importante referência em políticas públicas e impacto social através da energia solar é o estado da Califórnia (EUA). No Brasil, a Prefeitura de BH estabeleceu uma parceria com o projeto social PopLuz, em moradias do Programa Minha Casa Minha Vida, que ilustra possibilidades de atuação em conjunto entre prefeituras e projetos de impacto social na área.

De forma geral, recomendamos a inclusão de iniciativas de geração distribuída de energia solar em comunidades de baixa renda no Plano de Desenvolvimento Sustentável da cidade do Rio de Janeiro. Possíveis parcerias mais específicas entre a Prefeitura e organizações sociais como a Revolusolar no curto prazo incluem ações visando a validação institucional do projeto (comunicação institucional, promoção de eventos), facilitação de parceiros público-privadas; suporte operacional/logístico, aproveitando a capilaridade da prefeitura nas comunidades para replicar metodologias bem sucedidas no ramo.

Eduardo Avila é economista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e entusiasta por inovação e sustentabilidade. Desde 2018 atua na gestão da Revolusolar e hoje é diretor executivo.

Queremos construir a 1ª cooperativa de energia solar em uma favela do Brasil. E agora você pode fazer parte desse momento histórico! Participe do início dessa Revolução Solar. Clique aqui e contribua para nossa campanha de financiamento coletivo!

Deixe o seu Comentário